sexta-feira, 22 de setembro de 2017

NÃO USE DA MINHA CRENÇA PARA TENTAR ME DESMORALIZAR!!!



Quem eu sou?
Sou aluna.
Mas acima de tudo SOU PROTESTANTE.
Se vocês conhecerem o que é a Reforma Protestante, que neste ano completa 500 anos, vão entender do que estou falando.
Ou seja, protestar está no meu DNA.
Muitos se confundem com algumas questões, pois acreditam que por estamos numa igreja e fazermos trabalhos voluntários voltados para essa área seríamos idiotas, alienados e que temos que ver e ouvir as coisas e ficarmos calados, inertes, sem tomarmos ação alguma.
Ledo engano.
Um texto que reproduz muito bem o povo protestante, e que eu gosto muito, é:
Estes que têm alvoroçado o mundo chegaram também aqui. (At 17.6).
Essa parte do livro de Atos mostra como os judeus estavam preocupados com os cristãos que cresciam em número e em conhecimento da Palavra, e antes mesmos de chegarem na cidade de Tessalônica já causavam um tremendo “barulho”.
Jesus tem uma frase que me chama muito a atenção:
Não cuideis que vim trazer a paz à terra; NÃO VIM TRAZER PAZ, mas espada; (Mt 10.34)
Ou seja, Jesus trouxe as Boas Novas que chocou uma sociedade inteira por viverem de acordo com Leis do Antigo Testamento muito duramente, impostas pelas autoridades que na grande maioria das vezes não as cumpriam, mas que servia de ferramenta para controlar o povo. Quando Jesus começa a falar de amor ao invés de sacrifício, isso provocou várias discussões, por vezes inflamadas entre Ele e os sacerdotes do Templo causando intensa indignação, pois eles detinham o domínio, e com esse novo discurso as coisas estavam saindo do controle de suas mãos.
Por diversas vezes não foi nada pacífico, mas com palavras duras e autoridade falava das distorções morais dos profetas:
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniquidade. (Mt 23:27,2)
É disso que Jesus quer dizer quando fala que não veio trazer a paz, pois se posicionar contra um sistema estabelecido não é nada pacífico. Veja o que estamos vivenciando hoje, de um lado grupos tentando enfiar-nos goela a baixo ideologias descabíveis, de outro o combate ferrenho dos que não apoiam essa ideia.
Também me lembro de Paulo quando diz o seguinte:
Se FOR POSSÍVEL, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens. (Rm 12.18)
Ou seja, SE POSSÍVEL tenha paz com todos, mas sabemos muito bem que nem sempre vai-se conseguir, além do mais quando se trata de interesses tão contrários.
Fui levada a escrever esse texto pois tenho sido afrontada, por diversas vezes, dentro da minha faculdade, por ser cristã e estar a frente de luta por direitos dos alunos do DESU Ines Desu, ou seja, por não aceitar tão facilmente decisões arbitrárias, ou até mesmo a falta delas.
Frases do tipo:
"Ora, sendo vc seguidora de "um" Jesus, me admira estar fazendo isso.""Como vc acha que pode tirar uma nota máxima? Quer se comparar ao seu Deus, que vc acredita ser perfeito? Vc é perfeita igual a Ele?""Uma pessoa religiosa deveria promover a paz, e não a discórdia e confusão entre os alunos."Quer dizer que confrontar, perguntar, buscar os direitos, movimentar os alunos para que se tenha respostas é um acinte? Isso é papel do corpo do Centro Acadêmico como representante dos alunos, e cujas ações são autônomas em espaços acadêmicos.
Mas o que vejo, e muitos colegas compartilham dessa opinião, que ainda há uma CULTURA de ENSINO MÉDIO no espaço do DESU. Só que isso está mudando. Erros e acertos fazem parte desse processo. Ok, então vamos errar e acertar!
Agora, USAR DA MINHA CRENÇA para tentar me desmoralizar, ou me rebaixar, é algo de cunho totalmente DISCRIMINATÓRIO! E isso é inadmissível!! Os mesmos que entram em sala de aula (NÃO SÃO A MAIORIA, GRAÇAS A DEUS!!!) para falar de igualdade, liberdade, identidades, culturas, e assim por diante, têm sido os mesmos que dizem que tem o "PODER DA CANETA", intimidando alunos para fazer o que querem.
Poderia muito bem ter me embasado TEORICAMENTE no meu discurso, mas como ESCOLHAS são SUBJETIVAS, eu decidi me apropriar daquilo que é a MINHA PRÁTICA DE VIDA, até porquê ela tem sido atingida recorrentemente. Todo esse tempo eu NUNCA atingi a crença de ninguém, nunca fui desrespeitosa com quem quer que seja, talvez intensa na maneira de falar, sendo esse o meu jeito no dia-a-dia. Aliás, intensidade me representa. Não faço nada pela metade, ou de qualquer jeito. Ou é tudo, ou nada. Não existe meio termo para mim.
Espero que haja um entendimento que não estamos contra pessoas, mas que queremos respostas, queremos ser respeitados, pois embora a faculdade seja Pública, ela não é gratuita, como se fala, pagamos nossos impostos para estar ali, passamos por uma avaliação que nos disse que temos capacidade de ocupar aquele espaço.
Sim, satisfações do que é feito devem ser-nos dadas!
Se há uma guerra política e de poder internamente entre professores, coordenadores, diretores, seja lá quem for, sinceramente isso não nos cabe, e sim buscar soluções para que a nossa formação e a nossa estada nesse espaço seja proveitoso.
Por fim, eu entendo que buscar os direitos e entender o porquê das coisas deveria ser algo natural, mas é a trancos e barrancos que nós alunos do DESU/INES temos aprendido como as coisas acontecem, e de como podemos nos mobilizar. E continuaremos trabalhando para isso. Embora esteja sendo um desgaste muito grande, ao mesmo tempo tem sido proveitoso tanto pedagogicamente como na nossa formação.
Vânia Rocha
Estudante de Pedagogia DESU/INES
8º Período - Manhã

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

TOLERAR OU AMAR?






A tolerância é o ato de aceitar o outro como ele é independente do que seja.

Amar o outro não é muito diferente disso, vc ama e pronto!

Mas vamos lá.

Tolerar se tornou um termo acadêmico que se disseminou na nossa sociedade devido as lutas dos grupos minoritários em busca de seus direitos. Uma palavra extremamente importante e cheias de significados, que acima de tudo precisa ser aplicada.

Contudo tolerar pode não mudar o pensamento e o sentimento de uma pessoa em relação a outra, não necessariamente haverá empatia, apenas um cumprimento da regra social do direto do outro. E aqui vale ressaltar que cabe para qualquer lei que explane nesse sentido (Todas rsrs). Ou seja, tolerar é algo impositivo, pelo próprio discurso que a cerca.

Quando entramos na esfera do amor, "amais uns aos outros como Eu vos amei" ou "ame ao próximo como a ti mesmo", significa que eu escolhi ter por aquela pessoa sentimentos e pensamentos bons sobre ela, independente das suas escolhas. Isso faz toda diferença nas relações sociais que estamos imersos todos os dias.

Não é uma tarefa fácil.

Amar também é uma escolha, é um exercício diário e engana-se quem pensa o contrário.
Que eu consiga passar do estágio da tolerância para o amor incondicional.

COLOCANDO OS PINGOS NOS IS






Essa semana vi algumas manifestações a respeito daquele triste episódio ocorrido em um terreiro, onde bandidos utilizando de termos usados pela comunidade evangélica, quebraram tudo que havia naquele local. 

Lamentável o que aconteceu.
No entanto vi tbm o quanto a falta de conhecimento, e por conseguinte, conclusões e expressões maliciosas foram sendo postadas nas redes sociais devido o ocorrido.
Então, vamos aos meus argumentos.
Primeiro, não é porque uma pessoa utiliza determinados termos, usa roupas identitárias, ou até mesmo que frequente certos lugares, que essa pessoa segue, pratique, ou até mesmo seja um membro desse lugar.
Estar ou frequentar uma igreja não significa que a pessoa se tornou Igreja. Pois nós aprendemos pela palavra que evangelho é mudança de vida, filosofia diferente das que aprendemos em livros acadêmicos.
Isso não significa dizer que vai ser do dia para noite, cada pessoa tem um tempo para que as coisas aconteçam, infelizmente muitos passam a vida toda só ouvindo sem pelo menos tentar praticar, porém a Bíblia nos ensina arrependimento e como consequência vida nova.
Então ladrão evangélico nem pensar!!!!
Então, é necessário que se faça essa distinção.
Em segundo lugar, eu vi a fala de exaltação do modo como se dá a prática desses lugares em detrimento de como nós evangélicos o fazemos.
Quanto a isso quero dizer:
Sim, nós evangelizamos nas ruas, nas praças, nos hospitais, nas comunidades carentes, nos bairros de classe média alta, nas redes sociais, e em qualquer lugar que estivermos, pois entendemos pela Palavra que esse é o nosso papel neste mundo.
Somos designado pelo nosso Mestre Jesus a: Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura,.... Fazei discípulos em meu nome.... Pregai a tempo e fora de tempo... E assim por diante. 
Sim, entendemos que tudo o que fazemos na nossa vida precisa estar pautado na palavra de Deus, nosso manual de fé e prática. E se isso significar falar coisas que todos aceitem, mas que destoam desse Manual, nós iremos falar. Somos cidadãos do céu, mas não estamos alienados nesse mundo, também somos cidadãos da Terra.
Não, não os obrigamos a aceitar nossas convicções, muito embora passe essa sensação, porque SIM, relacionamos todas as áreas da vida com o nosso conhecimento da Palavra de Deus. É o nosso estilo de vida.
Por tanto, exijam respeito mas não em detrimento de outros, cada grupo religioso vai agir conforme as doutrinas do seu grupo, conforme as orientações que estão baseados nos livros sagrados de cada uma.